segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

jornal do centenário

Ao longo de 2010, as comemorações do centenário da República promovidas pelos serviços do pelouro da Cultura da Câmara Municipal foram a ocasião mais do que perfeita para a criação de novos espaços de debate, de convívio e de confronto sereno e amistoso de ideias, em que se moveu, livre, plural, espontânea, a sociedade espinhense. Republicanos, monárquicos convictos (e também aqueles a quem a "questão de regime" deixa, hoje, mais ou menos indiferentes...) envolveram-se na resposta ao repto de reinterpretar a história deste século, nas suas linhas de ruptura e continuidade, de, em conjunto, olhar o passado, nos diversos domínios e de variadas maneiras, sempre com a perspectiva de “fazer futuro”.
Espinho reouve ou prosseguiu, nos "fora" deste centenário, muitas das suas tradições identitárias de terra aberta aos outros, de lugar de tertúlia e de festa, e, antes de mais, de “comunidade”, culturalmente dimensionada pelo alma colectiva da sua gente, pelo vigor e criatividade de inúmeros grupos e instituições, pelo talento de tantas individualidades.
Deles, e dos muitos convidados que aceitaram o convite para partilharem connosco os eventos que animaram o ano de 2010, fala este jornal.
É a forma mais simples e natural de lhes agradecer a intervenção no que foi, a meu ver, de princípio a fim, um admirável “exercício de cidadania”.
Agradecimento extensivo ao círculo de funcionários (e na actual orgânica tão pequeno é!), que colaboraram, com o máximo de entusiasmo e eficácia, para que um programa multifacetado e ambicioso passasse do papel à prática… Foi, como posso testemunhar, um trabalho imenso, que não cabia em rotinas, ou em horários normais, cumprido por gosto, por vocação, com verdadeiro espírito cívico! O mesmo se diga dos “voluntários” aos quais se deve a feitura do próprio “jornal”.
Esta recolha composta de notícias breves, em estilo jornalístico, sobre factos, episódios, conclusões, ensinamentos, não pode ter a pretensão de guardar, em toda a sua riqueza vivencial, a memória dos acontecimentos – que, aliás, se expande, intangível, de mil e uma maneiras, na sensibilidade e na valoração de cada um dos participantes. É, simplesmente, um registo que fica a lembrar um ano especial.
E pretende-se que sirva de estímulo ao prolongamento, em Espinho, da aventura plural e dinâmica de reunir para repensar a nossa "res publica".

Maria Manuela Aguiar

Vereadora da Cultura

Sem comentários:

Enviar um comentário