Tem a palavra a família Aguiar e os seus amigos. Vamos abrir o "Círculo", com duas alternativas, que proponho: Este "Aguiaríssimo" ou o "blogguiar.blogspot.com"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
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Desiludida com "alianças constantes" entre PSD e Chega na imigração, histórica Manuela Aguiar deixa de ser militante social-democrata.
É mais um nome histórico a abandonar o PSD. Quarenta e cinco anos depois de ter entrado no partido pela mão de Francisco Sá Carneiro, Manuela Aguiar entregou o cartão de militante, desiludida com as políticas para a imigração seguidas pelo governo da AD. Em entrevista exclusiva à TSF, a antiga secretária de Estado lamenta a colagem do PSD ao pior que o Chega tem, na forma como olha para os imigrantes, sobretudo a partir do segundo governo de Luís Montenegro.
"No primeiro Governo, eu estava completamente aplacada, porque havia uma linha vermelha: 'Não é não'", recorda, em declarações à TSF. No entanto, "quando no segundo Governo, começa a ver-se as alianças constantes na Assembleia da República entre o PSD e o Chega, naquelas questões que eram as últimas em que eu esperava que o PSD alinhasse e ultrapassasse a linha vermelha, com a criação das fake news e das perceções, criou-se uma percepção completamente errada da imigração", defende.
Para Manuela Aguiar, Portugal "não tem imigrantes a mais", mas, sim, "serviços a menos para legalizar os imigrantes". "Os imigrantes são absolutamente precisos à nossa economia, estou preocupada com os traficantes de imigração, como temos no Alentejo. Estamos, eventualmente, a negar à nossa imigração as condições de ela ser o que é: uma imigração pacífica, uma imigração útil e uma imigração que nos traz um enriquecimento cultural", argumenta.
A antiga secretária de Estado e deputada lembra que "defendeu isto para os portugueses em qualquer país do mundo" e defende "isto para os estrangeiros em Portugal". Por isso, "uma pessoa que defende isto e que vê as coisas assim, dificilmente pode estar no PSD e é impossível estar no PSD de hoje", atira.
Manuela Aguiar foi a primeira mulher com cartão de militante do PSD a desempenhar funções num Governo em Portugal, num Executivo liderado por Mota Pinto. Esteve depois, durante vários anos, ligada às comunidades portuguesas, primeiro, como secretária de Estado, depois como deputada eleita pelo círculo da emigração. Despediu-se do Parlamento em 2002.
À TSF, Manuela Aguiar diz que o PSD é hoje um partido completamente diferente do fundado por Francisco Sá Carneiro e confessa "um verdadeiro horror" ao ouvir alguns dirigentes políticos invocarem o nome do antigo primeiro-ministro.
"É um partido que tem o ministro Leitão Amaro, que diz que com a nova lei da nacionalidade, uma das mais restritivas da Europa, Portugal é mais Portugal. Eu acho que não, que não é mais Portugal, acho que é menos. Um secretário-geral, que, nas eleições americanas, entre Kamala Harris e Trump, dizia que não sabia muito bem qual havia de escolher, o que quer dizer que é trumpista, porque as pessoas têm vergonha de dizer que são definitivamente Trump. Eu nem entendo, porque, se seguirmos a doutrina social, seguirmos os papas de hoje, o Papa Francisco, o que é que ele nos diz? Está nas antípodas do discurso do PSD de hoje. É um discurso anticristão", afirma, sublinhando que Sá Carneiro "foi um homem que começou a sua vida política pelo sentimento religioso, pelos valores religiosos".
"Portanto, realmente não tinha outra solução", reforça, acrescentando que Luís Montenegro cometeu um erro na segunda volta das presidenciais ao não apoiar António José Seguro. Sobre o Presidente da República eleito no passado domingo, Manuela Aguiar está convicta de que será um excelente chefe de Estado.
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