Balbina com a sua nova e fantástica exposição sobre máscaras rituais, estará, de Julho a Agosto na grande galeria do Museu Municipal de Espinho.
É altura de recordar a anterior exposição sobre o rio Douro, e a apresentação que fiz do livro dessa exposição na cidade de Gaia
" Nesta publicação de 50 óleos de Balbina Mendes, duriense de Miranda, podemos acompanhar e refazer, a nosso modo, com a nossa própria sensibilidade, uma singular "viagem de achamento" de 900 KM de curso de um dos mais fascinantes rios do mundo, o Douro, da nascente, na serra de Urbion à foz, à vista da serra do Pilar, passando Porto e Gaia para se fundir nas águas do Atlântico.
A ideia, em si, era tão esplêndida quanto exigente! A sua transposição para a tela conseguiu tornar-se em verdadeira homenagem ao rio, num retrato multifacetado que no livro encontra a forma de se manter aberto ao nosso olhar, em cada sucessivo manuseamento. É o Douro na sua dimensão maior, o que se vê e o que se vislumbra, serpenteando, cheio de mistérios, entre arribas, vinhedos, amendoeiras em flor, nas nas sombras e nas presenças, por vezes só pressentidas das suas gentes - as que , em duros labores, transformaram a fisionomia de montes e vales. As que contam histórias na pedra dos monumentos e castelos, nos costumes e ritos ancestrais, guardados na memória dos povos ribeirinhos, na pena dos mais insignes cultores literários,de Pascoais a Junqueiro, a António Machado,a Unamuno e Torga.
Uma das facetas que gostaria de salientar nesta perfeita simbiose das duas linguagens, a das imagens e a das palavras, neste pôr em diálogo as várias artes de que se constroi a totalidade (a arte da pintura de Balbina Mendes, recriando, com paixão, a arte da natureza - o "poema geológico", na expressão de Torga - e a arte da escrita de poetas e prosadores, a ilustrar cada uma das 50 obras, com a citação que os "enquadra") é o dar aso ao nosso subjectivismo,, ao nosso próprio imaginário, que nos leva a adivinhar outras visões e prespectivas do uma realidade que nos é familiar e nos reelmbra experiências vividas e logo revividas. Assim fazemos a nossa própria "peregrinação sentimental inspirada nas cores de bruma e ocre eouro, com que Balbina nos transporta consigo a um Douro mutável, como um estado de alma, mas perene, como a verdade das coisas e das pessoas que lhe pertencem , vomo nós pertencemos.
O Douro merecia um tributo assim. Esta magnífica publicação só foi possível por se ter convertido em projecto comum de todos os que se uniram para lhe dar ser: autarcas,,governadores civis, departamentos regionais da cultura e do turismo, o IPTM, o Parque Nacional do Douro Internacional, ONG's como a Associação Ibérica dos Municípios Ribeirinhos do Douro, A Fundação Hispano-Portuguesa Rei Dom Afonso Henriques, companhias seguradoras, a banca, empresas como a Taylor's - nome do vinho fino, que não podia faltar a este chamamento. Sem esquecer o patrocínio do ministério da Cultura, discreto embora, para que o enfoque principal incida nos seus departamentos regionais. Destarei, se me permitem, o coordenador, Dr. António Pires, que tem uma parte fundamental na finalização desta obra, tanto pela forma como viabilizou a grande "expedição cultural" de Balbina, aos confins do douro, como pela qualidade dos seus textos introdutórios, que apetece citar e citar, porque é impossível expressar melhor o sentir comum. Só resisto a fazê-lo aqui, para que, numa relação directa, os leitores tenham o prazer de o descobrir, eles mesmos.
Balbina oferece-nos a baleza primorosamente captada de um Douro para além das fronteiras da nosa geografia - que são, infelizmente para muitos portugueses as fronteiras do rio como o conhecem - indo às suas origens castelhanas e leonesas do "Duero".
Sublinho a importância desta vertente internacional, em imagem e na escrita, na várias línguas do douro, o português, o castelhano, o mirandês. convite à união das suas gentes, à volta de uma herança e um património partilhados. O Duero de Tordesilhas, do castelo de Penhafiel, de salamanaca e zamora, tanto quanto o Douro de Miranda, de freixo-de-Espada-à-Cinta e do pinhão - ou o que já prenuncia a proximidade do mar, sob as velhas e as novíssimas pontes que ligam o Porto a Gaia.
Rio peninsular legendário, que pela espectacularidade das paisagens, tantas delas trabalhadas pela mão dos seus povos se ergueu às alturas de património universal da Humanidade.
A artista, todavia, naõ cedeu à tentação de retratar a limpidez e a formosura correntes de água que desliza, lenta ou apressadamentwe entre as margens, em cenários da "beleza absoluta" de que fala Torga e que Unamuno elege como a mais bela, a mais agresta, a mais impressionante da Espanha inteira. Quis dar-nos, também, a dimensão da sua envolvente humana, da vivência multisecular de usos e costumes, num apelo a que se mantenham como factores da nossa identidade: as eiras de pedra, as cozinhas antigas, os instrumentos musicais, a pastorícia, os barcos rabelos, as juntas de bois, os burricos, os pombais, os ninhos de cegonha, a raposa ibérica, sa tonalidades raras das uvas e das ceifas...
"Caíram as primeiras chuvas de outono e a terra brilha" no dizer de Manuel Mendes e na tela de Balbina assim a vemos!
Do mesmo modo acompanhamos Machado quando penetramos no pinhal coado de luz pela pela subtil pincelada da Artista e logo a imaginamos habitada pelos vultos "que cabalgan em pardas mulas bajo el pinal de Vincesa".
tal como a narrativa dos namorados que trocam beijos à vista da torre vermelha do farol, na Foz do Dourose desenha num diálogo de contrastes com o mar embravecidoempano de fundo do gestos ternos do quotidiano: "Con tu poema hasta al mar".
Poema do rio, das tonalidades fulgurantes de balbina, do verbo inspirador dos pensadores durienses eis o livro que reune e perpetua a ideia original feita em obra de arte.
Os quadros vão ainda cumprir o seu roteiro de exposições, que terminará em newark, a 10 de Junho, depois seguirão o seu destino de dispersão em colecções particulares, mas estão todos no livro que vamos guardar. Nas suas páginas poderemos, a nooso bel prazer, revisitar este Douro, da sua nascente, longe, ao seu porto de chegada, a sua Foz, tão nossa!
Tem a palavra a família Aguiar e os seus amigos. Vamos abrir o "Círculo", com duas alternativas, que proponho: Este "Aguiaríssimo" ou o "blogguiar.blogspot.com"
terça-feira, 22 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
PORTUGAL
Território e Cultura
"Fazei, Senhor, que nunca os admirados
Alemães, Galos, Ítalos e Ingleses
Possam dezer que são pera mandados
Mais que pera mandar, os Portugueses"
Há anos, um dos nossos grandes políticos, intelectual, professor catedrático, propôs que o Dia de Portugal passasse a ser aquele em que se comemora a batalha que consolidou no trono o primeiro rei, Dom Afonso Henriques, como sendo o dia em que, por esse facto, se abre o caminho à independência nacional.
Nunca me tinha encontrado em maior desacordo com ele - pessoa que estimo e admiro... A meu ver, uma Nação pode fundar-se em inevitáveis confrontos bélicos, mas é na vivência, na persistência, na cultura que se refunda, duravelmente, pelo que acentuar este último aspecto, sem desvalorizar o primeiro, só é de enaltecer...
Foi preciso, é certo, um território nosso para existirmos, mas a Nação construiu-se pela vontade política de sermos Portugueses, com a nossa língua, crenças, tradições, feitos e projectos colectivos, independência verdadeira (para dedidir, e "pera mandar", na expressão do Poeta), com a capacidade de continuar um percurso histórico, cada vez mais longo, cada vez mais disperso, pelas sete partidas do mundo, com uma presença universal encarnada em milhões de cidadãos expatriados...
"Portugal é mais uma cultura do que uma organização rígida".
Lembro-me de ouvir estas palavras do Dr. Francisco Sá Carneiro, em 1980. Ficaram comigo, para sempre, como uma síntese feliz do que somos e queremos ser: uma cultura em expansão - em comunidades situadas na geografia de todos os continentes. Uma língua das mais faladas a nível planetário, no século XXI, um elo de ligação entre povos que partilham passado, presente e, previsivelmente, partilharão futuro.
Por isso, mais do que guerras, confrontos, conflitos, dentro de fronteiras e no espaço de um império (que também os houve e foram uma parte do processo de "Expansão"...), o que perdura, como matriz deste Portugal maior, é a sua cultura e experiência de convívio com outras culturas.
Que imagem do País, captado nesta sua essência esplêndida e eterna, poderíamos nós encontrar, melhor do que a dos poemas Camões, melhor do que a da Diáspora - a dos portugueses habitam, ainda agora, muitos dos lugares do nosso mítico passado?
A proposta que comecei por referir é, afinal, bem característica de uma certa forma de insatisfação nacional, a obsessão da mudança pela mudança, ou de uma subserviente a imitação de exemplos estrangeiros. Tendo nós encontrado uma fórmula ideal de nos olharmos, de nos mostrarmos, de bem connosco e com os outros, no simbolismo do dia nacional, ainda assim havia quem quisesse uma alternativa, evocando querelas e pelejas entre mãe e filho, entre clãs da aristocracia da época, apartando a Galiza, hoje cada vez mais próxima, distanciando de nós, na celebração, a memória dos Lusíadas de tempos idos, e dos novos Lusíadas, os emigrantes do tempo que corre!
Não teve acolhimento a sugestão e, assim, Portugal continuará, de uma forma tão original e tão expressiva dos seus valores, a rememorar Camões e as Comunidades Portuguesas, a 10 de Junho.
E, como bem sabemos, os que tivemos, como eu tive, a sorte de viver esta comemoração, ano após ano, junto de muitas e diversas comunidades da Diáspora, a celebração é mais sentida, mais emotiva, mais agregadora, fora do próprio território pátrio do dentro dele.
Esta é para mim, por tudo isto, uma data muito especial, cheia de recordações e de saudades. Uma ocasião para dizer aos amigos do Brasil e de outras comunidades, que eles são, para nós, motivo de imenso orgulho e, sobretudo em momentos de assustadora crise e de incerteza, como os que atravessamos, uma razão de esperança!
É a hora de reler os versos do Poeta, e, nas suas palavras inspiradas, adivinhar ou buscar a profecia:
"Olhai como depois de um grande medo
Tão desejado bem logo se alcança".
Maria Manuela Aguiar
Território e Cultura
"Fazei, Senhor, que nunca os admirados
Alemães, Galos, Ítalos e Ingleses
Possam dezer que são pera mandados
Mais que pera mandar, os Portugueses"
Há anos, um dos nossos grandes políticos, intelectual, professor catedrático, propôs que o Dia de Portugal passasse a ser aquele em que se comemora a batalha que consolidou no trono o primeiro rei, Dom Afonso Henriques, como sendo o dia em que, por esse facto, se abre o caminho à independência nacional.
Nunca me tinha encontrado em maior desacordo com ele - pessoa que estimo e admiro... A meu ver, uma Nação pode fundar-se em inevitáveis confrontos bélicos, mas é na vivência, na persistência, na cultura que se refunda, duravelmente, pelo que acentuar este último aspecto, sem desvalorizar o primeiro, só é de enaltecer...
Foi preciso, é certo, um território nosso para existirmos, mas a Nação construiu-se pela vontade política de sermos Portugueses, com a nossa língua, crenças, tradições, feitos e projectos colectivos, independência verdadeira (para dedidir, e "pera mandar", na expressão do Poeta), com a capacidade de continuar um percurso histórico, cada vez mais longo, cada vez mais disperso, pelas sete partidas do mundo, com uma presença universal encarnada em milhões de cidadãos expatriados...
"Portugal é mais uma cultura do que uma organização rígida".
Lembro-me de ouvir estas palavras do Dr. Francisco Sá Carneiro, em 1980. Ficaram comigo, para sempre, como uma síntese feliz do que somos e queremos ser: uma cultura em expansão - em comunidades situadas na geografia de todos os continentes. Uma língua das mais faladas a nível planetário, no século XXI, um elo de ligação entre povos que partilham passado, presente e, previsivelmente, partilharão futuro.
Por isso, mais do que guerras, confrontos, conflitos, dentro de fronteiras e no espaço de um império (que também os houve e foram uma parte do processo de "Expansão"...), o que perdura, como matriz deste Portugal maior, é a sua cultura e experiência de convívio com outras culturas.
Que imagem do País, captado nesta sua essência esplêndida e eterna, poderíamos nós encontrar, melhor do que a dos poemas Camões, melhor do que a da Diáspora - a dos portugueses habitam, ainda agora, muitos dos lugares do nosso mítico passado?
A proposta que comecei por referir é, afinal, bem característica de uma certa forma de insatisfação nacional, a obsessão da mudança pela mudança, ou de uma subserviente a imitação de exemplos estrangeiros. Tendo nós encontrado uma fórmula ideal de nos olharmos, de nos mostrarmos, de bem connosco e com os outros, no simbolismo do dia nacional, ainda assim havia quem quisesse uma alternativa, evocando querelas e pelejas entre mãe e filho, entre clãs da aristocracia da época, apartando a Galiza, hoje cada vez mais próxima, distanciando de nós, na celebração, a memória dos Lusíadas de tempos idos, e dos novos Lusíadas, os emigrantes do tempo que corre!
Não teve acolhimento a sugestão e, assim, Portugal continuará, de uma forma tão original e tão expressiva dos seus valores, a rememorar Camões e as Comunidades Portuguesas, a 10 de Junho.
E, como bem sabemos, os que tivemos, como eu tive, a sorte de viver esta comemoração, ano após ano, junto de muitas e diversas comunidades da Diáspora, a celebração é mais sentida, mais emotiva, mais agregadora, fora do próprio território pátrio do dentro dele.
Esta é para mim, por tudo isto, uma data muito especial, cheia de recordações e de saudades. Uma ocasião para dizer aos amigos do Brasil e de outras comunidades, que eles são, para nós, motivo de imenso orgulho e, sobretudo em momentos de assustadora crise e de incerteza, como os que atravessamos, uma razão de esperança!
É a hora de reler os versos do Poeta, e, nas suas palavras inspiradas, adivinhar ou buscar a profecia:
"Olhai como depois de um grande medo
Tão desejado bem logo se alcança".
Maria Manuela Aguiar
sexta-feira, 28 de maio de 2010
As Mulheres na República dos Homens
Tertúlia no salão com vista para o mar da Biblioteca Municipal.
Primeiro, uma simbólica homenagem a Carolina Beatriz Ângelo, no dia em que se completam 99 anos sobre a data em que ela se tornou a primeira mulher portuguesa, e uma das primeiras no mundo, a votar na eleição parlamentar. Alunos da Escola Domingos Capela reconstituiram a cena, revelando-se como promissores actores de teatro.
O guião ficou a cargo da Professora Mestre Arcelina Santiago, que se inspirou na carta da própria Carolina, a descrever as vissicitudes que rodearam o histórico acto eleitoral. Muito bem!
Eles, os jovens, não esquecerão mais esta notável Mulher. Vamos ajudar a ressurreição da sua memória. Para o ano, havemos de celebrar, com pompa e circunstância, o centenário deste voto.
Na 2ª parte, uma mesa redonda com mulheres da República de hoje, que continua a ser, fundamentalmente, uma república de homens. Mulheres pioneiras no concelho de Espinho:
Profª Elsa Tavares, a primeira vereadora e presidente da Câmara; Drª Saudade Teixeira Lopes, a primeira deputada da Assembleia Municipal; Profª doutora Graça Guedes, a 1ª presidente da Assembleia Municipal e a mais jovem, Lígia Santos, a 1ª mulher no executivo da Junta de Freguesia de Espinho.
Uma sala cheia, inundada pelo sol, num ambiente simpático, avivado pelas cores alegres das camilhas de pequenas mesas redondas, com os alunos do curso de hotelaria da Escola Domingos Capela a servirem biscoitos de Valongo, acompanhados de refresco de capilé.
Do debate falaremos depois.
Primeiro, uma simbólica homenagem a Carolina Beatriz Ângelo, no dia em que se completam 99 anos sobre a data em que ela se tornou a primeira mulher portuguesa, e uma das primeiras no mundo, a votar na eleição parlamentar. Alunos da Escola Domingos Capela reconstituiram a cena, revelando-se como promissores actores de teatro.
O guião ficou a cargo da Professora Mestre Arcelina Santiago, que se inspirou na carta da própria Carolina, a descrever as vissicitudes que rodearam o histórico acto eleitoral. Muito bem!
Eles, os jovens, não esquecerão mais esta notável Mulher. Vamos ajudar a ressurreição da sua memória. Para o ano, havemos de celebrar, com pompa e circunstância, o centenário deste voto.
Na 2ª parte, uma mesa redonda com mulheres da República de hoje, que continua a ser, fundamentalmente, uma república de homens. Mulheres pioneiras no concelho de Espinho:
Profª Elsa Tavares, a primeira vereadora e presidente da Câmara; Drª Saudade Teixeira Lopes, a primeira deputada da Assembleia Municipal; Profª doutora Graça Guedes, a 1ª presidente da Assembleia Municipal e a mais jovem, Lígia Santos, a 1ª mulher no executivo da Junta de Freguesia de Espinho.
Uma sala cheia, inundada pelo sol, num ambiente simpático, avivado pelas cores alegres das camilhas de pequenas mesas redondas, com os alunos do curso de hotelaria da Escola Domingos Capela a servirem biscoitos de Valongo, acompanhados de refresco de capilé.
Do debate falaremos depois.
terça-feira, 25 de maio de 2010
CV resumido
Maria Manuela Aguiar Dias Moreira
Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra(1965)
Pós graduação em Direito pela Faculdade Livre de Direito e Ciências Económicas do Instituto Católico de Paris (1970)
Profissão
Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações e Segurança Social(1967/1974)
Assistente da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa(1972/73)
Assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra/1974/1976)
Assessor do Provedor de Justiça (desde 1976)
Docente do Mestrado de Relações Interculturais da Universidade Aberta(1990/1993)
Actividade Política
Secretária de Estado do Trabalho do Governo Mota Pinto (1978/79)
Secretária de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas do Governo Sá Carneiro (1980/81)
Idem, no Governo Pinto Balsemão (1981)
Deputada pela Emigração (1981/83)
Secretária de Estado da Emigração do Governo Mário Soares- Mota Pinto (1983/85)
Secretária de Estado das Copmunidades Portuguesas do Governo Cavaco Silva (1995/1997)
Deputada eleita pelo Porto e Vice Presidente da Assembleia da República (1987/1991)
Presidente da Comissão da Condição Feminina (1987/1989)
Deputada eleita pelos círculos de Aveiro (1991/95) e pela Emigração (1995/2005)
Representante de Portugal na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa APCE) e na Assembleia da UEO (1993/2005), Presidente da Delegação Portuguesa à APCE e AUEO (2002/2005)
Presidente da Comissão da Migrações e Refugiados da APCE, Vice-Presidente das Comissões do Regimento e da Igualdade. Vice-Presidente do Grupo Liberal, seguidamente, Vice-Presidente do PPE na APCE. Vice-presidente da AUEO.
Membro Honorário da AUEO e da APCE, desde 2005.
Actualmente, Vereadora da Cultura da Câmara de Espinho
CONDECORAÇÕES
Portuguesa
Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique (Portugal)
Brasileiras
Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul
Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco
Estrangeiras
Grã- Cruz da Ordem de Mérito (Alemanha)
Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Itália)
Grã-Cruz da Ordem do Império Britânico
Grã-Cruz da Ordem Leopoldo II (Bélgica)
Gr~-Cruz da Odem Fénix (Grécia)
Grã-Cruz da Ordem Francisco Miranda (Venezuela)
Grande Oficial da Ordem da Estrela Polar (Suécia)
Grande Oficial da Ordem de Mérito (França)
E outras
Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra(1965)
Pós graduação em Direito pela Faculdade Livre de Direito e Ciências Económicas do Instituto Católico de Paris (1970)
Profissão
Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações e Segurança Social(1967/1974)
Assistente da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa(1972/73)
Assistente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra/1974/1976)
Assessor do Provedor de Justiça (desde 1976)
Docente do Mestrado de Relações Interculturais da Universidade Aberta(1990/1993)
Actividade Política
Secretária de Estado do Trabalho do Governo Mota Pinto (1978/79)
Secretária de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas do Governo Sá Carneiro (1980/81)
Idem, no Governo Pinto Balsemão (1981)
Deputada pela Emigração (1981/83)
Secretária de Estado da Emigração do Governo Mário Soares- Mota Pinto (1983/85)
Secretária de Estado das Copmunidades Portuguesas do Governo Cavaco Silva (1995/1997)
Deputada eleita pelo Porto e Vice Presidente da Assembleia da República (1987/1991)
Presidente da Comissão da Condição Feminina (1987/1989)
Deputada eleita pelos círculos de Aveiro (1991/95) e pela Emigração (1995/2005)
Representante de Portugal na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa APCE) e na Assembleia da UEO (1993/2005), Presidente da Delegação Portuguesa à APCE e AUEO (2002/2005)
Presidente da Comissão da Migrações e Refugiados da APCE, Vice-Presidente das Comissões do Regimento e da Igualdade. Vice-Presidente do Grupo Liberal, seguidamente, Vice-Presidente do PPE na APCE. Vice-presidente da AUEO.
Membro Honorário da AUEO e da APCE, desde 2005.
Actualmente, Vereadora da Cultura da Câmara de Espinho
CONDECORAÇÕES
Portuguesa
Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique (Portugal)
Brasileiras
Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul
Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco
Estrangeiras
Grã- Cruz da Ordem de Mérito (Alemanha)
Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Itália)
Grã-Cruz da Ordem do Império Britânico
Grã-Cruz da Ordem Leopoldo II (Bélgica)
Gr~-Cruz da Odem Fénix (Grécia)
Grã-Cruz da Ordem Francisco Miranda (Venezuela)
Grande Oficial da Ordem da Estrela Polar (Suécia)
Grande Oficial da Ordem de Mérito (França)
E outras
segunda-feira, 24 de maio de 2010
FEST em ESPINHO
O FEST tem o seu lugar cimeiro entre os eventos que, ano a ano, animam Espinho.
Vemo-lo, antes de mais, como um meio esplêndido de continuar as tradições de uma história rica de expressão de valores humanos e de criatividade artística, renovando uma antiquíssima ligação à "7ª Arte", uma vez que teremos sido a terceira terra de Portugal a visionar um filme, certamente com o sentimento de participar num momento pioneiro e mágico.
E, ao longo das décadas seguintes, em que se vai construir uma estância de turismo de renome nacional e internacional, vários foram as salas e os espectáculos de cinema a fazer parte do seu desenvolvimento e poder de atracção.
O Festival Internacional de Cinema Jovem não é, com certeza, uma volta ao passado, antes promete, com a qualidade e o prestígio que se lhe reconhece, transportar para o futuro a magia eterna de uma arte a que Espinho se afeiçoou.
Merece, assim,naturalmente, o encorajamento e o apoio de quem é responsável pelo pelouro da Cultura neste Concelho, ciente de que mais do que a dimensão geográfica estática de um urbe pequena importa a sua superior e dinâmica dimensão cultural, que o FEST contribui para engrandecer e projectar.
Vemo-lo, antes de mais, como um meio esplêndido de continuar as tradições de uma história rica de expressão de valores humanos e de criatividade artística, renovando uma antiquíssima ligação à "7ª Arte", uma vez que teremos sido a terceira terra de Portugal a visionar um filme, certamente com o sentimento de participar num momento pioneiro e mágico.
E, ao longo das décadas seguintes, em que se vai construir uma estância de turismo de renome nacional e internacional, vários foram as salas e os espectáculos de cinema a fazer parte do seu desenvolvimento e poder de atracção.
O Festival Internacional de Cinema Jovem não é, com certeza, uma volta ao passado, antes promete, com a qualidade e o prestígio que se lhe reconhece, transportar para o futuro a magia eterna de uma arte a que Espinho se afeiçoou.
Merece, assim,naturalmente, o encorajamento e o apoio de quem é responsável pelo pelouro da Cultura neste Concelho, ciente de que mais do que a dimensão geográfica estática de um urbe pequena importa a sua superior e dinâmica dimensão cultural, que o FEST contribui para engrandecer e projectar.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Teresa, de novo...
É muito curioso o modo como, num país onde as mulheres são ainda raras na política, a nível nacional, as pessoas as reconhecem, pondo-lhes, porém, o 1º nome que lhes vem à memória- e que nunca é o nome delas. Pelo menos no meu caso, não é.
Quando estava no governo conjuntamente com Leonor Beleza e Teresa Gouveia, muitas vezes me chamaram um desses nomes e apelidos...
Nos últimos tempos, não por confusão na personalidade, mas por "lapsus linguae", saía a muitos, após o acertadíssimo "Manuela", um mais habitual "Ferreira Leite" do que "Aguiar".
O mais divertido de todos os lapsos foi o de um jornal de Espinho que recentemente escreveu que a mandatária de Passos Coelho, em Espinho, era a Drª Manuela Ferreira Leite... Obviamente não era. Era eu mesma, Aguiar de apelido.
Estive na reunião onde o Dr.Pedro Passos Coelho fez uma simpática referência à mandatária e sei que ele não se enganou. Tratou-se, pois, de um genuíno "lapsus calami" .
Hoje, estive na festa de 1º aniversário da revista "As Letras entre as Artes", no auditório da Biblioteca A. Garrett, e escolhi uma cochia lateral, ao lado de um senhor a quem perguntei se a cadeira estava ocupada. Respondeu que não e que era, para ele, uma satisfação que eu me sentasse ali. Deduzi que me conhecia da tv, mas, a certa altura, ele indagou, com a interrogação na voz, tipo "dúvida quase certeza": É a Drª Teresa Gouveia, não é?
Quando estava no governo conjuntamente com Leonor Beleza e Teresa Gouveia, muitas vezes me chamaram um desses nomes e apelidos...
Nos últimos tempos, não por confusão na personalidade, mas por "lapsus linguae", saía a muitos, após o acertadíssimo "Manuela", um mais habitual "Ferreira Leite" do que "Aguiar".
O mais divertido de todos os lapsos foi o de um jornal de Espinho que recentemente escreveu que a mandatária de Passos Coelho, em Espinho, era a Drª Manuela Ferreira Leite... Obviamente não era. Era eu mesma, Aguiar de apelido.
Estive na reunião onde o Dr.Pedro Passos Coelho fez uma simpática referência à mandatária e sei que ele não se enganou. Tratou-se, pois, de um genuíno "lapsus calami" .
Hoje, estive na festa de 1º aniversário da revista "As Letras entre as Artes", no auditório da Biblioteca A. Garrett, e escolhi uma cochia lateral, ao lado de um senhor a quem perguntei se a cadeira estava ocupada. Respondeu que não e que era, para ele, uma satisfação que eu me sentasse ali. Deduzi que me conhecia da tv, mas, a certa altura, ele indagou, com a interrogação na voz, tipo "dúvida quase certeza": É a Drª Teresa Gouveia, não é?
domingo, 16 de maio de 2010
SLB também foi protagonista da Final da Taça de Portugal
À SLB!
Não no relvado de jogo - aquele relvado do Jamor que parece mais próprio para umas vaquinhas pastarem do que para praticar futebol - mas fora, a apedrejar pacíficos autocarros de adeptos portistas...
Não no relvado de jogo - aquele relvado do Jamor que parece mais próprio para umas vaquinhas pastarem do que para praticar futebol - mas fora, a apedrejar pacíficos autocarros de adeptos portistas...
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