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segunda-feira, 27 de julho de 2026
CAMILO 1ª VERSÃO
“Camilo entre Portugal e Brasil” é um título perfeito para a coletânea de estudos com que o Grémio Literário e Recreativo Português de Belém se faz presente nas comemorações do bicentenário do grande romancista.
Assim assinala, com notáveis contributos de académicos portugueses e brasileiros, o que podemos chamar uma nova etapa na vida imortal de Camilo Castelo Branco, no mesmo espaço em que despertou a paixão popular pela leitura e influenciou, poderosamente, as Literaturas nascidas da língua comum, na sua geração e nas que se seguiram.
E, assim, do mesmo passo, dá sinal da sua própria vitalidade, na veste de mediador cultural entre as duas mais antigas pátrias da lusofonia. É, para mim, muito gratificante poder dizê-lo, considerando o papel histórico e atual do Grémio paraense, no conjunto dos Gabinetes de Leitura e Grémios Literários, extraordinárias instituições criadas por emigrantes portugueses, com as quais tive o privilégio de manter tão profícuos e fraternais contactos durante décadas de trabalho no meio das nossas comunidades do estrangeiro. Não tenho dúvida em afirmar que a sua existência, mundivisão e dinamismo mudaram o destino e o rosto das comunidades portuguesas, granjeando o enorme prestígio de que continuadamente gozam no Brasil, ainda antes de receberem igual reconhecimento do país de origem. O descaso de Portugal no seu relacionamento com a emigração e o que hoje chamamos “diáspora” foi, através de séculos, uma constante, evidenciada na ausência de políticas públicas de apoio social e cultural, praticamente, até à década de setenta do século passado.
O vazio deixado pelo Estado foi, porém, espontânea e esplendidamente preenchido, um pouco por todo o lado, pela capacidade de organização da sociedade civil, fundadora de um universo institucional autónomo, sólido, coeso, que vem assegurando a vivência coletiva e a presença cultural portuguesa no Brasil, num longo encadeamento de gerações. É um mundo feito de comunidades em sentido sociológico, autêntico prolongamento extraterritorial da Nação construído sem Estado, sobre uma firme vontade de ser e estar, através de uma rede de núcleos de entreajuda social, de convivialidade e preservação de costumes, tradições e laços afetivos com a terra de origem
No Brasil, destino largamente predominante do nosso multissecular êxodo migratório, atingiu esse movimento associativo a sua máxima expressão, quer no campo social, partindo de esquemas de solidariedade no infortúnio, no desemprego e na doença, de modestas mutualidades, que se transformaram em poderosas beneficências, hospitais e lares para seniores, quer no domínio cultural, com centros comunitários, escolas, cursos de formação que evoluíram para Gabinetes de Leitura, de assombrosa dimensão, tanto pela riqueza dos acervos de bibliotecas colocados ao serviço do diálogo intercultural luso-brasileiro, como pelo simbolismo e beleza arquitetónica de edifícios monumentais. Cumpriram, deste modo, o propósito e a ambição de representar dignamente o país, no esplendor de pedra de uma fachada em estilo neomanuelino, bem como na raridade de livros preciosos, em primeiras edições dos seus maiores escritores, e num manancial de edições e temáticas para todos os públicos
Gabinetes de Leitura e Grémios Literários foram Casas de Cultura acessíveis, com vasta programação de conferências, saraus, cursos destinados à instrução prática dos emigrantes, muitos dos quais chegavam com reduzida escolaridade, mas firme desejo de progredir, e para a difusão das Letras, num lugar de encontro aberto aos outros. Cedo incorporaram nas suas bibliotecas literatura, periódicos, compêndios de história brasileiros, interagindo na sociedade local, fazendo amigos e aliados, como se comprova, por exemplo, no facto de Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro ter sido a primeira sede da Academia Brasileira de Letras.
Os principais Gabinetes Portugueses têm espólios de um valor incomensurável: o Real Gabinete do Rio de Janeiro, e os seus mais de 350.000 volumes, incluindo preciosidades, como uma edição "princeps" de Os Lusíadas, os Sermões de Vieira, muitas outras primeiras edições e centenas de manuscritos e cartas de autores portugueses; o Gabinete de Leitura Português de Pernambuco, com mais de 80.000 volumes, obras dos séculos XVII a XIX e numerosas primeiras edições oitocentistas; o de Salvador da Bahía, com inúmeras obras raras, ainda não inteiramente catalogadas, o de Santos, na sua faustosa sede, que se converteu em “ex-libris” da cidade, o Grémio Literário e Recreativo Português de Belém com as famosas coleções, (em que se destaca a maior coleção camiliana fora de Portugal), que o tornaram o grande centro de preservação e consulta da literatura oitocentista portuguesa e de um vasto conjunto de periódicos portugueses e brasileiros da mesma época.
Todos estes congéneres quiseram ser, foram e são mais do que grandes bibliotecas (o que, “de per si” já seria iniciativa de vulto), visando, como disse, estrategicamente, a integração e o progresso profissional dos emigrantes na maior das nações lusófonas, através do acesso aos livros e à imprensa, do incentivo a hábitos de leitura, do estímulo à formação autodidata ou a preparação para exames e estudos superiores. Constituíram-se, de certo modo, em "universidades populares" da emigração, e, em simultâneo, foram as primeiras embaixadas culturais permanentes de Portugal na antiga colónia e, depois, reino unido. Muito antes da existência de institutos estatais, os Gabinetes e os Grémios asseguraram a circulação das obras de autores clássicos como Garrett, Herculano, Camilo e Eça, Junqueiro, os modernistas do século XX, promoveram a interligação e a confluência dos legados linguísticos.
É fascinante a história desde oitocentos à atualidade de tão originalmente multifacetadas organizações, em muitos casos da iniciativa de homens que não pertenciam às elites intelectuais, mas quiseram e souberam promover a mobilidade social dos seus conterrâneos pela via da instrução e a convergência dos povos da lusofonia pela cultura, que é, invariavelmente, o máximo denominador comum entre todos eles.
O Grémio Literário e Recreativo Português de Belém com esta edição renova a “traditio” de agregação pelas Letras num espaço, em que o próprio escritor foi personagem maior de reencontro luso-brasileiro, génio reconhecido e venerado, não só na faixa mais estreita dos grandes intelectuais, como no círculo alargado e em imparável expansão de leitores comuns, atraídos pela sua inesgotável energia, exuberante talento, imprevisibilidade, e o dom de transformar qualquer assunto em literatura.
De facto, como mestre inigualável do português vernáculo e criativo espantosamente prolífico, Camilo revelou-se um fenómeno de popularidade dos dois lados do Atlântico, aguardado nos folhetins publicados na imprensa paraense e, depois, nos livros que o Grémio adicionava às estantes da sua biblioteca.
Esses livros, que circularam, igualmente, em todos os Gabinetes de Leitura, ajudaram a formar gerações de leitores portugueses e brasileiros e lançaram pontes entre os dois países. Não será exagero considerar que estão, por isso, na génese do que é agora a policêntrica comunidade lusófona. Camilo pertence-lhe, é herança comum que carreia o dever de a preservar e transmitir em cada novo tempo.
Ele está entre os clássicos, cuja obra inovou e abriu possibilidades narrativas, que grandes romancistas posteriores não puderam ignorar, mas a imagem dominante do romancista, expoente do romantismo, terá ocultado, por muito tempo, o escritor irónico, o observador dos costumes e comentador mordaz da sociedade portuguesa, o inventor de novas formas narrativas, que estará, por fim, a emergir. O século XIX admirou-o pela força, paixão, arrebatamento das histórias contadas. Irá o século XXI recuperá-lo pela inteligência e elegância com que as construiu?
Em oitocentos, os leitores estavam a acompanhar um Autor vivo, cuja produção chegava, incessantemente, do outro lado do mar. Hoje não há novos romances no prelo, nem folhetins na imprensa, mas há um outro Camilo, que foi esquecido nas seletas escolares. E há, também, e sobretudo, outros formas de o ler. O que, aliás, se poderá dizer de todos os clássicos que resistem ao correr dos tempos: cada época deles faz a sua própria leitura, a partir de diversos interesses, perspetivas e sensibilidades. Assim acontece, muito em especial, no caso de Camilo, porque muitos aspetos da sua escrita dialogam surpreendentemente bem com as preocupações e o gosto contemporâneos. Penso na subversão ou mistura de géneros, na desconstrução de convenções literárias, na mordacidade da sua crítica social e política, na ironia vertida sobre a própria escrita, na interpelação do leitor, na experimentação de técnicas narrativas em que antecipa correntes literárias. É um autor, cuja obra, embora centrada num dado tempo e numa particular geografia, se abre a reinterpretações que a projetam, fora desse contexto, na modernidade.
Quando os emigrantes portugueses de Belém, nossos remotos avós, procuravam Camilo nas páginas de um jornal ou de um volume requisitado na biblioteca do Grémio, não podiam imaginar que a mesma instituição organizaria colóquios e publicações académicas dedicados a uma obra intemporal, no bicentenário do seu nascimento. Admirável modo de dar continuidade à missão a que se entregaram os fundadores e uma longa linha dirigentes, que vem do século XIX até ao século XXI! O objetivo é ainda e sempre o de motivar a leitura, o conhecimento, o estudo, dinamizando preciosas coleções, que ganham vida nova pelo uso, pela leitura, pela investigação científica de autores que o Brasil e Portugal partilham, com igual legitimidade e orgulho.
É, paradigmaticamente, o caso de Camilo Castelo Branco!
A aventura da sua redescoberta passa por iniciativas como esta, envolvendo ativamente a Academia para chegar, como esperamos, a um cada vez mais vasto espaço de leitura.
Os Gabinetes de Leitura, as grandes bibliotecas portuguesas do Brasil, e, muito em especial, a de Belém, estão em posição privilegiada para ditar a sorte da obra camiliana, no largo horizonte do futuro. Temos de nos congratular por as vermos seguir precisamente nessa direção.
Bem hajam!
Maria Manuela Aguiar
CAMILO 27 JULHO última
Prefácio
“Camilo entre Portugal e Brasil” é um título perfeito para a coletânea de estudos com que o Grémio Literário e Recreativo Português de Belém comemora o bicentenário do grande romancista. Assim assinala, com notáveis contributos de académicos portugueses e brasileiros, o que podemos chamar uma nova etapa na vida imortal de Camilo Castelo Branco, num espaço em que despertou a paixão popular pela leitura e influenciou, poderosamente, as Literaturas nascidas da língua comum, para além da sua própria geração. E assim dá sinal da sua própria vitalidade, na veste de mediador cultural entre as duas mais antigas pátrias da lusofonia.
É, para mim, muito gratificante poder dizê-lo, considerando o papel histórico e atual do Grémio paraense, no conjunto dos Gabinetes de Leitura e Grémios Literários, extraordinárias instituições criadas por emigrantes portugueses, com as quais tive o privilégio de manter profícuos e fraternais contactos durante décadas de trabalho no meio das nossas comunidades do estrangeiro. Nessa realidade comunitária aprendi a ver “um outro Portugal”, nascido do combate não por uma fronteira cívica, mas pela expansão de um espaço de identidade e cidadania, com as armas da cultura, da solidariedade e dos afetos.
É um Portugal que reencontramos um pouco por todo o lado, com as caraterísticas que lhe imprimiram os seus fundadores e ativos protagonistas, em fases e contextos migratórios muito diversos, e que alcança no Brasil a sua expressão máxima. A singularidade da formação do maior país de fala portuguesa repercutiu-se na singularidade e grandeza do seu património institucional, mormente dos Gabinetes de Leitura. Ao contrário de organizações beneficentes, de centros culturais e recreativos, de escolas e cursos de português, as magníficas bibliotecas dos Gabinetes de Leitura não têm paralelo em quaisquer outras comunidades portuguesas, e, ao que julgo, também não têm igual na obra associativa de outros povos imigrantes no Brasil, ao longo dos séculos XIX e XX.
O pendor associativo dos portugueses emergiu após a independência brasileira, não porque houvesse, em regra, alteração no seu modo de vida ou perda de atratividade do Brasil como destino da emigração, mas porque a rutura política, com a mudança de soberania, os tornava estrangeiros, mais conscientes de serem legatários de um passado comum, e, em simultâneo, representantes de uma outra pátria. Lançaram um movimento associativo que queria preservar a memória histórica, sem uma atitude passadista, voltado para o futuro do Brasil bem-amado, em que constituíam a componente lusa, que, felizmente, não cessava de crescer, alimentada por novas vagas de emigração que, apesar dos condicionalismos e obstáculos postos pelos governos portugueses, foram em crescendo até meados de novecentos. Na prática, nada de verdadeiramente inédito, porque desde o século XVII se registara, do retângulo continental europeu para a colónia sul-americana, um êxodo espontâneo, com caraterísticas de fenómeno puramente migratório, quase sempre considerado excessivo, e, em vão, reprimido pela Coroa. Esse providencial “excesso” foi matriz de comunidades emigrantes que, com a independência do Reino Unido, não mudaram de natureza, mas sentiram a necessidade de se organizarem, num quadro de competitividade com imigrantes de outras línguas e culturas. Para isso, não podiam contar com Portugal, cujo descaso, no relacionamento com os expatriados foi uma constante, evidenciada na ausência de políticas públicas de apoio social e cultural, praticamente, até à década de setenta do século passado.
Cuidaram eles próprios de preencher o vazio deixado pelo Estado, através de um universo institucional autónomo, coeso, dinâmico e aberto aos outros, no Brasil e por todo o lado, no estrangeiro. É um mundo de iniciativa da sociedade civil, feito de comunidades em sentido sociológico, autêntico prolongamento extraterritorial da Nação construído sem Estado, através de uma rede de núcleos de entreajuda social, de convivialidade e preservação da língua, dos costumes e dos laços afetivos com a terra de origem.
Começaram, regra geral, por modestas iniciativas, e nem o Brasil foi exceção à regra, embora, a breve trecho, visse pequenas mutualidades transformadas em poderosas beneficências e hospitais, e centros comunitários, com as suas singelas bibliotecas, escolas e cursos de formação, evoluírem para Gabinetes de Leitura, que deslumbravam pela riqueza dos acervos e pelo simbolismo de conjuntos arquitetónicos monumentais. Cumpriam, desse modo, a ambição de representar o país, na beleza de fachadas em estilo neomanuelino e na raridade dos espólios - primeiras edições dos seus maiores escritores, inúmeras coleções de grande interesse bibliográfico, um sem número de revistas, jornais e livros, com temáticas para todos os públicos.
Quando visitei o Brasil pela primeira vez, conhecia, como toda a gente, as histórias de sucesso dos emigrantes portugueses, dos "brasileiros de torna viagem", e dos gestos de benemerência com que levaram o progresso à terra de naturalidade. O que verdadeiramente me surpreendeu foi a monumentalidade das suas instituições de cultura e de assistência, ou seja, a magnitude das realizações coletivas, cuja história e relevância ainda hoje são, em Portugal, insuficientemente reconhecidas pelo Estado, pela sociedade e opinião pública.
Os Gabinetes de Leitura e os Grémios Literários ergueram-se casas de Cultura, com intensa programação de conferências, concertos, espetáculos, saraus e, também, cursos destinados à instrução e formação profissional dos emigrantes, que chegavam com reduzida escolaridade, mas firme vontade de afirmação. E cedo incorporam, nas suas bibliotecas, literatura, periódicos, compêndios de história brasileiros, e interagiram na sociedade local, fazendo amigos e aliados, como se comprova, por exemplo, no facto de o Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro ter sido a primeira sede da Academia Brasileira de Letras.
Os principais Gabinetes Portugueses foram acumulando espólios de um valor incomensurável, graças ao mecenato, às doações, à generosidade dos seus membros, à colaboração de escritores, à boa vontade de editoras, como é o caso do Real Gabinete do Rio de Janeiro, (que conserva raridades, como uma edição "princeps" de “Os Lusíadas”, um sem número de primeiras edições, centenas de manuscritos e cartas de autores portugueses), o o Gabinete de Leitura Português de Pernambuco, (com muitas obras dos séculos XVII a XIX, e numerosas primeiras edições oitocentistas); o de Salvador da Bahía, (igualmente, com inúmeras obras raras), o de Santos (com a sua faustosa sede, convertida em “ex-libris” da cidade); o Grémio Literário e Recreativo Português de Belém (com valiosas coleções, em que se destaca a famosa coleção camiliana, um grande centro de preservação e consulta da literatura oitocentista portuguesa e de um vasto conjunto de periódicos portugueses e brasileiros da mesma época).
Os “Gabinetes”, nessas e em outras cidades, constituíram, assim, embaixadas culturais permanentes de Portugal, muito antes da existência de institutos estatais, dotando-se dos meios de desenvolver uma verdadeira política cultural, assegurando a circulação das obras de autores clássicos portugueses aos modernistas do século XX, promovendo o conhecimento e a interligação e confluência dos legados literários lusos e brasileiros, num espírito de autêntico “ecumenismo cultural”.
Tiveram à frente homens de grande visão, empenhados em promover a mobilidade social dos seus conterrâneos e a convergência dos povos da lusofonia pela Cultura, que é, invariavelmente, o máximo denominador comum entre todos eles. “Traditio” de convívio pelas Letras, que o Grémio Literário e Recreativo Português de Belém dá provas ao homenagear Camilo, protagonista maior de reencontro luso-brasileiro, escritor reconhecido e venerado, não só na faixa mais estreita dos grandes intelectuais, como no círculo alargado de leitores comuns.
Foi, de facto, um fenómeno de popularidade dos dois lados do Atlântico, era avidamente lido nos folhetins publicados na imprensa paraense e, depois, nos livros que o Grémio adicionava às estantes da sua biblioteca. Livros, que circularam, igualmente, em todos os “Gabinetes” e criaram hábitos da leitura e influenciaram, pela criatividade narrativa, grandes romancistas posteriores.
Contudo, a imagem dominante de Camilo, expoente do romantismo, terá, de algum modo ocultado o escritor irónico, o observador dos costumes e comentador mordaz da sociedade portuguesa, ou seja, o inventor de novas formas narrativas.
Há esse Camilo a redescobrir, em aspetos da sua escrita que dialogam particularmente bem com as preocupações e o gosto contemporâneos. Pensemos na subversão ou mistura de géneros, na mordacidade da sua crítica social e política, na autoironia, na interpelação do leitor, na experimentação de técnicas narrativas em que antecipou correntes literárias.
No bicentenário do seu nascimento, o Grémio paraense destaca, em modo de colóquio e numa publicação académica, um génio intemporal.
Um exemplo de como as grandes bibliotecas portuguesas do Brasil sabem, hoje,a dinamizar as suas esplêndidas coleções e a dar visibilidade aos seus Autores, numa imprescindível colaboração com as Academias. Por elas, como não é demais sublinhar, passa a projeção da obra camiliana no largo horizonte do futuro “entre Portugal e Brasil”
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